27 A 30 DE MAIO DE 2026
Pré-eventos online 30 de março a 22 de maio
27 A 30 DE MAIO DE 2026
Pré-eventos online 30 de março a 22 de maio
Data e hora
27/05/2026 – 30/05/2026 - 08:00 - 21:00 GMT-3
Localização
Gramado - Rio Grande do Sul - Brasil
Modo
Presencial e online
Data e hora
27/05/2026 – 30/05/2026 - 08:00 - 21:00 GMT-3
Localização
Gramado - Rio Grande do Sul - Brasil
Modo
Presencial e online
REALIZAÇÃO
PESQUISAS VINCULADAS
PESQUISAS VINCULADAS
PARCERIAS
APOIO
Sobre o Evento
Do Patrimônio Protoindustrial ao Industrial: Museus e a Memória das Técnicas
O SemPIAS é um evento interdisciplinar, desenvolvido em quatro dias, apresentando um elenco nacional e internacional de convidados que palestrarão em quatro mesas temáticas presenciais, com gravação e transmissão online aberta, cada uma representativa de um dos eixos temáticos do evento. Na noite do primeiro dia, presencialmente, haverá uma conferência e no terceiro dia, um workshop, ambas com convidados estrangeiros. Pretende-se discussão intensa sobre os objetos, enquanto suportes vestigiais do que se produziu e sobre os lugares, antigas oficinas, fábricas, pequenos ou grandes locais de produção como instituições centrais para a salvaguarda da inteligência técnica. Discute-se a ‘técnica’ como um patrimônio que envolve a adaptação de tecnologias advindas de diferentes lugares às paisagens produtivas locais. As estruturas de produção alimentar ganham relevo diante do propósito de preservação dessa memória técnica no sentido de que é um contributo para a sustentabilidade das paisagens históricas e para a identidade cultural regional.
O SemPIAS oportunizará a inscrição de trabalhos com conteúdos relacionados aos quatro eixos temáticos, organizados pelas temáticas apresentadas nos GTs. a serem apresentados em salas virtuais, gravadas e disponibilizadas no site do evento. Os trabalhos efetivamente apresentados serão publicados no formato de textos completos nos Anais do evento. Ainda, nos terceiros e quarto dia visitas técnicas mediadas, antecedidas por palestras. Nas semanas anteriores ao SemPIAS haverá uma série de atividades pré-eventos em modo virtual e presencial. O evento se apresenta em parceria com: Unipampa, FURG, Unilassale, UCS, Instituto Terra e Memória (Mação/PT), Cátedra UNESCO-IPT Humanidade e Gestão Cultural Integrada e Prefeitura Municipal de Gramado, tendo como sede do evento presencial, a cidade de Gramado.
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O tema tem origem no projeto de pesquisa “Tecnologias Antigas e Atuais em Culturas Tradicionais Iberoamericanas: Sustentabilidade de Paisagens Históricas da Produção” e, no mais recente projeto “Tecnologias Antigas e Atuais na Sustentabilidade do Patrimônio Transfronteiriço: Rio Grande do Sul-Uruguai e pretende abordar dois amplos assuntos: 1) os processo e os sujeitos que na formação do Rio Grande do Sul, a partir das grandes imigrações do século XIX, geraram as bases do patrimônio industrial gaúcho; 2) a “memória das técnicas” como uma chave interpretativa fundamental para aprofundar considerações sobre a transição entre o saber artesanal e a mecanização produtiva. Já se avançou da análise da protoindústria, assim entendida por Franklin Mendeles em 1972, que a situava na produção manufatureira rural como primeira fase do processo industrial, para a consideração da larga extensão de tempo a que se refere o processo no qual se reconhece que o trabalho doméstico de produção de bens já caracterizava a mercantilização que viria depois. Autores como Cascone & Penisi (1997), como Martinez Martinez (2000), Fazzini (2017), Torró Gil (2019), Russo & Pollone (2022) estendem a observação deste fenômeno em muitos séculos anteriores à primeira revolução industrial, matizando em diferentes pontos de vista as muitas acepções que o definem. Mas se tais referências se utilizam de documentos diversos, aqui a discussão recai sobre os objetos, essas pontes potenciais entre os tempos, suportes vestigiais do que se produziu. Para tanto, dá-se ênfase ao fato de que grande parte dos suportes dessa memória encontra-se nos museus que operam, nos seus muitos e diversos formatos, como instituições centrais para a salvaguarda da inteligência técnica. Afirma-se que a guarda dessa memória é um ato de preservação da cultura do trabalho. Sem a documentação e a interpretação oferecidas pelos museus, arquivos e outras instituições de memória, o patrimônio industrial corre o risco de ser reduzido a uma casca de aparência, a um lugar vazio de sentidos. O museu e outras instituições da mesma ordem, atuam, portanto, como o locus que conecta o passado produtivo à condição contemporânea e possibilita que técnicas que foram fundamentais para a fixação e desenvolvimento de comunidades, como as de processamento de alimentos, sejam entendidas enquanto parte integrante essencial da história social dos lugares. Portanto, o Seminário destaca o papel dos museus na salvaguarda e difusão dos saberes técnicos que configuram o patrimônio protoindustrial (brasileiro e de outros países), com ênfase no hibridismo técnico das heranças de diferentes grupos. Discute-se a “técnica” não apenas como aparato mecânico, mas como um patrimônio que envolve a adaptação de tecnologias advindas de diferentes lugares às paisagens produtivas locais. Com tal foco, as estruturas de produção alimentar ganham relevo diante do propósito de preservação dessa memória técnica no sentido de que é um contributo para a sustentabilidade das paisagens históricas e para a identidade cultural regional.
Ressalta-se que a formação cultural, de que parte sejam, embora aqui se dê atenção à gaúcha, não é decorrência exclusiva dos fluxos transnacionais, que tampouco lhes são exclusivos. O mesmo cenário sobre a memória das técnicas é observado em outras regiões do país e, não menos nos países vizinhos ao Rio Grande do Sul, nos quais o patrimônio protoindustrial é o resultado material de fluxos e transferências de conhecimento que não respeitam fronteiras nacionais. Portanto, essas transferências tecnológicas apontam para o fato de que muitos locais do Brasil, também do Rio Grande do Sul, foram ou são pontos de convergência de uma rede internacional de circulação de ideias. No caso do Rio Grande do Sul, a análise comparativa com os países vizinhos e com os países de origem das imigrações permite triangular referências históricas, provendo um suporte sólido para o entendimento da interculturalidade. Ao discutir esses conteúdos, o seminário não apenas reapresenta o passado, mas projeta a sustentabilidade das paisagens históricas de produção como um campo de inovação e transferências compartilhadas no cenário ibero e trans-americano e dá luz aos modos como os saberes originários, a colonização e as imigrações se hibridizaram, adaptando know-how específicos que precisaram ser negociados com as condições locais. Essa adaptação envolveu o uso de matérias-primas disponíveis no território, a modificação de utensílios e o diálogo (nem sempre conscientes, nem sempre pacíficos) com sistemas pré-existentes. É forçoso reconhecer que este solo (e qualquer outro) já possuía uma lógica produtiva do manejo de recursos naturais estabelecida pelos saberes dos povos originários e que essa, de alguns ou de muitos modos, foi absorvida pelos processos de colonização. Muitos desses saberes foram ocultados nos processos de dominação dos territórios, mas não desapareceram e é esse reconhecimento que o debate proposto busca iluminar, sobretudo pelas investigações de como essas técnicas se fundiram. No final, espera-se ampliar a compreensão de que a caminhada do conhecimento mais aproxima do que distingue e separa tempos e povos.
Referências
CASCONE, G.; PENNISI, P. Edificios protoindustriales para la producción de vino en Sicilia. Los palmentos y las bodegas del Etna desde el S. XVII al XIX. Inítínucs de la Construcción, Vol. 49, n” 450, julio/agosto 1997. Disponible en http://informesdelaconstruccion.revistas.csic.es
FAZZINI, M. Instituciones feudales y desarrollo protoindustrial en la Baja Edad Media: el caso murciano. Actas de XVI Jornadas Interescuelas-Departamentos de Historia. Universidad Nacional de Mar del Plata: p. 1-19. https://www.memoria.fahce.unlp.edu.ar/trab_eventos/ev.17036/ev.17036.pdf
MARTÍNEZ MARTÍNEZ, M. (ed), Documentos relativos a los oficios artesanales en la baja Edad Media. Colección de Documentos para la Historia del Reino de Murcia XXI, Murcia, 2000.
MENDELES, F. Proto-Industrialization: The First Phase of the Industrialization Process. The Journal of Economic History, Vol. 32, No. 1, The Tasks of Economic History, 1972, p. 241-261.
PARISI, R. La prospettiva dell’Architettura. In: MEINI, M. (edi). Il turismo al plurale. Una lettura integrata del territorio per un’offerta turistica sostenibile, Franco Angeli, Milano, 2012, p.114-130.
RUSSO, V.; POLLONE S. Di pietre e d’acqua. La conservazione del patrimonio proto-industriale nel paesaggio culturale della Costiera Amalfitana. Restauro Archeologico, v.1, 2022.
TORRÓ GIL, L. Tenencia, transmission y formas de explotación de la tierra en un entorno protoindustrial. La Comarca de Alcoi (SS. XVI-XVIII). Ediciones Universidad de Salamanca: Stud. his., H.a mod., 41, n. 2 (2019), p. 191-219.
Leia mais sobre Gramado - RS
Localizada na Serra Gaúcha, a cidade de Gramado, no Rio Grande do Sul, consolida-se como um dos destinos mais emblemáticos e estruturados do Brasil, oferecendo uma experiência que une sofisticação urbana e charme histórico. Recentemente, a cidade tornou-se parceira oficial da UFPel para a realização do IV Seminário Internacional de Patrimônio Industrial, Alimento e Sustentabilidade, evidenciando sua importância como polo de eventos técnicos e acadêmicos.
Gramado um cenário único com vários destaques, entre eles:
Referência em Eventos e Museus
Gramado possui uma agenda cultural vibrante, sediando eventos de renome internacional durante todo o ano, o que atrai pesquisadores e turistas de diversas partes do globo. A cidade destaca-se por sua densa rede de equipamentos culturais, incluindo:
- Museu Municipal Hugo Daros: Espaço que salvaguarda o acervo histórico da cidade, sendo essencial para pesquisadores que buscam compreender a evolução urbana e social da região.
- Museu Histórico Major José Nicoletti Filho: Situado na antiga residência do primeiro administrador da cidade, é um marco da arquitetura de transição e da memória local.
- Museu da Estação Ferroviária da Várzea Grande: Espaço fundamental para a compreensão do patrimônio ferroviário e do desenvolvimento econômico da região.
Diversidade Museal: Além dos locais históricos, a cidade abriga uma série de museus temáticos que fortalecem sua estrutura turística e cultural.
Potência Turística e Gastronômica
A estrutura turística de Gramado é reconhecidamente forte, capaz de acolher grandes eventos e um fluxo constante de visitantes com alta qualidade de serviços.
- Turismo Gastronômico: Muito inspirado na imigração italiana, que celebrou 150 anos em 2025, a gastronomia local é um dos principais atrativos, oferecendo desde cafés coloniais até pratos refinados que preservam o “saber-fazer” tradicional.
- Turismo Rural: A zona rural de Gramado oferece um roteiro variado e importante, permitindo o contato direto com a produção artesanal e a vida no campo, conectando o visitante à herança dos imigrantes que colonizaram a serra.
Conexão com a Pesquisa e o Patrimônio
A cidade não é apenas um cenário turístico, mas um campo ativo para o estudo do patrimônio industrial e protoindustrial. Através de protocolos de cooperação com instituições como a UFPel e o grupo Fábrica de Memória, Gramado reafirma seu compromisso com a salvaguarda da memória das técnicas e a sustentabilidade cultural.
Trabalhos Aprovados e Link das Salas
Consulte abaixo o horário da sua apresentação
GT1.1 – Museus, memória e identidades transfronteiriças
GT1.2 – Salvaguarda das tecnologias históricas
GT1.3 – Museus além das paredes: território, cultura e protagonismo comunitário
GT3.1 – Tecnologias convergentes e diálogos interdisciplinares na gestão do patrimônio cultural
GT3.3 – Tecnologias digitais, memória e patrimônio: desafios e potencialidades
GT4.1 - Turismo e a sustentabilidade das paisagens produtivas
GT4.2 - Memória social e itinerários turísticos transfronteiriços
Link das Salas
PROGRAMAÇÃO
Manhã: 08h/10:30h
GT1.2 – Salvaguarda das tecnologias históricas
Local: Sala Virtual
GT3.3 – Tecnologias digitais, memória e patrimônio: desafios e potencialidades
Local: Sala Virtual
Manhã: 10:30h/12:30h
GT4.1 - Turismo e a sustentabilidade das paisagens produtivas
Local: Sala Virtual
Tarde: 14:30h/16:30h
GT1.1 – Museus, memória e identidades transfronteiriças
Local: Sala Virtual
GT4.2 - Memória social e itinerários turísticos transfronteiriços
Local: Sala Virtual
A mesa propõe uma reflexão crítica sobre a articulação de redes internacionais de cooperação e o desenvolvimento de metodologias voltadas para o conhecimento e salvaguarda do patrimônio cultural em suas múltiplas vertentes: industrial, alimentar e imaterial. O debate centra-se na aplicação de metodologias colaborativas que integram estratégias para converter o legado material e imaterial em recursos para o desenvolvimento local, com foco no turismo de experiência e na valorização das paisagens históricas da produção.
“Tra Industrial Heritage e landscapes production: ricerche e azioni di RESpro-Rete di storici per i paesaggi della produzione”

Conferencista
Maddalena Chimisso - Università degli Studi del Molise
DiBT-Dipartimento di Bioscienze e Territorio/ Coordinamento di redazione di OS. Opificio della Storia / Segreteria nazionale RESpro-Rete di storici per i paesaggi della produzione
“Red Iberoamericana de Investigación en Metodologías Integradas para el Conocimiento, Gestión e Intervención del Patrimonio Contemporáneo”

Conferencista
María Isabel Alba Dorado - Profesora Titular de Universidad - Escuela Técnica Superior de Arquitectura / Departamento de Arte y Arquitectura - Universidad de Málaga Coordinadora Red Iberoamericana de Investigación
“Gestionar la diversidad: cartografías colaborativas en los paisajes históricos de la producción”

Conferencista
Julián Sobrino Simal – Universidade de Sevilha/ Investigador Honorario / Escuela Técnica Superior de Arquitectura Universidad de Sevilla/
“Gestão Cultural Integrada das Paisagens: variáveis instrumentos operaciais”

Conferencista
Luiz Oosterbeek – Insittuto Politécnico de Tomar - UNESCO Chairholder in Humanities and Cultural Integrated Landscape Management / President of the International Council of Philosophy and Human Sciences CIPSH - www.cipsh.net / Member of the Portuguese Academy of History, Academy of Sciences of Lisbon and Academia Europaea
Tarde: 16h/18h
Credenciamento
Local: Auditório Elisabeth Rosenfeld; Câmara de Vereadores de Gramado; Rua São Pedro, 369 - centro Gramado.
Noite: 18:30h
Abertura Oficial - Presencial
Local: Auditório Elisabeth Rosenfeld; Câmara de Vereadores de Gramado; Rua São Pedro, 369 - centro Gramado.
Noite: 19h
Conferência de Abertura - Paisagem sonora industrial: uma outra perspectiva do patrimônio
Local: Auditório Elisabeth Rosenfeld; Câmara de Vereadores de Gramado; Rua São Pedro, 369 - centro Gramado.

Conferencista
Maria Letícia Mazzucchi Ferreira
Professora Emérita da Universidade Federal de Pelotas, UFPEL. Docente permanente no Programa de Pós-Graduação (Mestrado/Doutorado) em Memória Social e Patrimônio Cultural da UFPEL.Foi membro da comissão de implantação do Curso de Bacharelado em Museologia, atuando como Coordenadora desse curso entre 2006-2008.Presidente da Comissão de implantação do Curso de Bacharelado em Conservação e Restauro de Bens Culturais Móveis. Foi pesquisadora do Inventário Nacional de Referências Culturais: Tradição doceira pelotense, promovido pelo IPHAN, Monumenta e UNESCO. Coordenou,entre 2009-2012, o projeto CAFP-CAPES”Instituições, legislação, territórios e comunidades: perspectivas sobre o patrimônio material e imaterial no Brasil e Argentina”, envolvendo a UFPEL e a Universidade de Buenos Aires. Coordenou, pelo lado brasileiro, o projeto de cooperação com o Laboratoire d’Anthropologie et de Psychologie Cognitives et Sociales, da Universidade de Nice, França, participando de projeto de investigação internacional financiado pela ANR (Agence Nationale de la Recherche) coordenado pelo antropólogo Joel Candau.Pós-Doutorado na Universidade Paris IV, entre 2018-19 e no LAHIC-EHESS, entre 2009-2010, ambos na França. Atua como docente e pesquisadora na área de Patrimônio, principalmente nos seguintes temas: regimes memoriais, memórias traumáticas, museus de memória, patrimônios difíceis, patrimônio industrial.
E-mail: leticiamazzucchi@gmail.com
Manhã: 08h/10h
Mesa temática 1 - As marcas do coronelismo no patrimônio histórico: entre o poder e a memória
Local: Auditório Elisabeth Rosenfeld; Câmara de Vereadores de Gramado; Rua São Pedro, 369 - centro Gramado.
Este tema propõe analisar o coronelismo no Rio Grande do Sul, destacando sua contribuição para a formação histórica da região, bem como para sua organização política e social, especialmente em períodos de conflito, como a Revolução Federalista. Também busca refletir sobre suas influências nas formas de patrimônio, tanto material — como estâncias e casarões — quanto imaterial, presentes nas memórias e tradições locais.

Coordenador e Mediador
Márcio Dillmann - Graduado em Museologia pela Universidade Federal de Pelotas, sendo bolsista de Iniciação Científica Cnpq (2011). Possui Especialização em Artes - Ufpel - Especialização em Patrimônio Cultural e Conservação de Artefatos (2014). Mestre em História pela Ufpel, bolsista CAPES. Foi Professor Substituto do Curso de Bacharelado em Museologia da Ufpel.(2016) Doutor em Memória Social e Patrimônio Cultural-Ufpel (2021) , Atuou como Museólogo da UCPel (Universidade Católica de Pelotas). Atualmente é museólogo da Prefeitura Municipal de Gramado- RS.

Palestrante
Alex Juarez Müller - Doutorado em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Mestrado em História pela Universidade de Passo Fundo (UPF). Especialização em Mídias na Educação (FURG). Licenciatura plena em História (FACCAT). É professor de História na Rede Municipal de Ensino de Gramado/RS. Atuou como professor no ensino médio e técnico no Estado do Rio Grande do Sul. Trabalhou com educação patrimonial e arqueologia de contrato. Trabalhou em museus desenvolvendo educação patrimonial e na conservação e restauro de documentos. Desenvolveu atividades nas seguintes instituições museológicas: Museu Arqueológico do Rio Grande do Sul (MARSUL), Museu Histórico Visconde de São Leopoldo (MHVSL) e Museu Histórico Municipal Adelmo Trott (MHMAT). Desenvolve pesquisas nas áreas de Educação, História do Brasil Primeira República, História e Região.

Palestrante
Wanderley Cavalcante - Possui Especialização em Metodologias do Ensino de História (2014). Graduado em História pela Universidade Estadual do Ceará (2004). Foi supervisor do projeto Mais Educação da Prefeitura Municipal de Gramado (2020), atuando principalmente nos seguintes temas: história de Gramado, museologia social, cotidiano e memoria, história ferroviária, história do Rio Grande do Sul.Coordenador e autor do livro didático "Gramado: dos primeiros povoadores à chegada do trem (1919)", publicado em 2020 pela Secretaria Municipal da Educação de Gramado-RS e do livro "Inventário preliminar de acervos/fundos, documentação e fontes para a pesquisa em História de Gramado-RS".
Manhã: 10:30/12:30h
Mesa Temática 2- Educação patrimonial em contextos diversos: tecnologias e operacionalização da valorização do patrimônio industrial
Local: Local: Auditório Elisabeth Rosenfeld; Câmara de Vereadores de Gramado; Rua São Pedro, 369 - centro Gramado.
Esta mesa documenta o movimento de educadores e pesquisadores que operacionalizam educação patrimonial em múltiplos níveis: da educação infantil até o ensino médio, da mediação comunitária ampla e, também, da formação universitária. Os exemplos abrangem patrimônio ferroviário, molineiro e industrial em suas múltiplas manifestações. Discutimos como essa abordagem multidimensional mobiliza processos de valorização do patrimônio cultural, evidenciando os desafios encontrados, as potencialidades exploradas e os aprendizados em desenvolvimento. As metodologias apresentadas mostram-se replicáveis a diferentes contextos geográficos e patrimoniais, apontando para uma responsabilidade compartilhada entre educadores, instituições e comunidades na transformação da consciência coletiva sobre o patrimônio cultural.

Palestrante
Eliana Rela - Doutora em Informática na Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Mestre em História pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Coordenadora do Programa de Pós- Graduação Stricto Sensu-Mestrado Profissional em História e, docente e pesquisadora no Programa de Pós-Graduação em Educação, ambos na Universidade de Caxias do Sul. Coordena projetos de pesquisa nas áreas de História da Educação; acervos; linguagens no ensino de História. Está em constante interação com grupos de pesquisa da Universidade de Padova, Itália e, Scuola Universitaria Professionale della Svizzera Italiana (SUPSI). University of Applied Sciences and Arts of Southern Switzerland.

Palestrante
Margit Arnold Fensterseifer - Doutora em história pelo programa de Pós-Graduação em história da Universidade de Caxias do Sul(UCS), mestre em história pelo mesmo programa (UCS). Professora na UCS desde o ano de 2007 no Centro de Ciências Exatas, da Natureza e de Tecnologia no campus da cidade de Bento Gonçalves (CARVI- Campus Universitário da região dos vinhedos). Desde agosto de 2021 é coordenadora deste curso. Graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escritório autônomo na cidade de Bento Gonçalves que abrange projetos de restauros de edificações históricas desde o ano de 1990. Fez parte do COMPACH (Conselho de Patrimônio Artístico, Cultural e Histórico) da cidade de BG, como representante da universidade pela UCS-CARVI. Recentemente, foi co-autora do trabalho de pesquisa Laços Patrimoniais promovido pelo Museu do Imigrante de BG, que gerou um livro com a síntese desta.

Palestrante
Ana Paula Santos de Almeida - Doutora em História pelo Programa de Pós Graduação em História da Universidade de Caxias do Sul (UCS). Mestre em História pelo Programa de Pós Graduação em História da Universidade de Caxias do Sul (UCS). Historiadora graduada pela Universidade de Caxias do Sul (UCS). Pós-graduada em Gestão de Arquivos pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Diretora da empresa Arquivos Acervos desde 2009, é responsável pela gestão e manutenção dos espaços: Espaço Memória Marcopolo, Memorial Randon e Centro Histórico Soprano. Diretora de Patrimônio e Memória do Instituto Bruno Segalla. Idealizadora do Projeto Na Trilha do Patrimônio Industrial que consiste na produção e manutenção do Mapa Interativo - Na Trilha do Patrimônio Industrial de Caxias do Sul-RS e em Visitas Mediadas aos Patrimônios Industriais de Caxias do Sul-RS.

Mediadora
Marlise do Carmo Sonntag Granzotto - Graduada em Engenharia Civil pela UFRGS e em Design de Interiores pela FSG. Mestre e doutoranda em História pelo PPGHis/UCS, na linha de Patrimônio Cultural, desenvolvendo pesquisa sobre patrimônio industrial e o uso de tecnologias digitais como suporte à preservação de fontes vulneráveis e à mediação educativa. Atua como sócia‑gerente da AMGR Engenharia Ltda., sócia e responsável técnica da VGM Construções Ltda. e responsável técnica da Cenci Comércio de Extintores. Tem experiência em engenharia de incêndio, construção civil, restauro e requalificação de edificações históricas, além de desenvolver projetos de interiores voltados a edificações históricas.
Tarde: 14:00h/16:00h
Mesa temática 3 – Inteligência artificial e análise multicritério aplicadas ao patrimônio histórico e sustentabilidade
Local: Auditório Elisabeth Rosenfeld; Câmara de Vereadores de Gramado; Rua São Pedro, 369 - centro Gramado.
A mesa redonda incentiva abordagens interdisciplinares, estudo das relações entre patrimônio histórico cultural, sustentabilidade e tecnologias digitais. Introdução aos fundamentos da inteligência artificial aplicada à análise territorial, incluindo aprendizado de máquina e suporte à decisão. Aplicação de métodos de análise multicritério de apoio a decisão na avaliação de bens patrimoniais integrado a um sistema de infromação geográfica (SIG). Análise de dados textuais e estudos aplicados voltados à gestão do patrimônio cultural e à construção de estratégias de turismo sustentável.

Palestrantes
Cátia Maria dos Santos Machado - Profesora Titular da Universidade Federal do Rio Grande (FURG) lotada no Instituto de Matemática, Estatística e Física (IMEF). Possui Graduação em Matemática Licenciatura Plena (FURG), Especialização em Matemática e Especialização em Matemática Aplicada (FURG), Mestrado em Matemática Aplicada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Doutorado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) na área de Transporte e Logística. Tem experiência na área de Matemática, com ênfase em Matemática Aplicada, atuando principalmente nos seguintes temas: Álgebra Linear Computacional, Otimização Combinatória, Algoritmos baseados em Grafos, Programação Matemática. Foi professora permanente no Programa de Pós-Graduação, Doutorado e Mestrado, em Modelagem Computacional e atualmente é professora colaboradora. Professora Permanente no Programa de Pós Graduação em Ambientometria, atuando na linha de pesquisa Computação Científica e Modelagem Matemática e Estatística.

Palestrantes
Diana Francisca Addamati - Bacharel em Ciência da Computação pela Universidade de Caxias do Sul (2000). Mestrado em Computação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2003). Doutorado em Engenharia Elétrica (Ênfase em Sistemas Digitais e Engenharia de Computação) pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (2007).

Palestrantes
Rafaella Fernandes de Mattos - Professora substituta na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande (FURG). Doutoranda em Direito (UFRGS), vinculada à Linha de Pesquisa Fundamentos Metodológicos e Críticos da Experiência Jurídica: Direito, Estado e Sociedade, com bolsa CAPES. Mestre em Direito e Justiça Social (FURG). Coordenadora do Observatório Jurídico de Soluções baseadas na Natureza (OJSbN/FURG). Coordenadora da equipe de Políticas Públicas e Direito Ambiental e Climático aplicado às Soluções baseadas na Natureza no ClimaRes WaSH - Ações integradoras de Gestão, Governança e Soluções baseadas na Natureza para Água, Saneamento e Saúde no contexto da Resiliência Climática (FAPERGS). Desenvolve pesquisas com ênfase no estudo de Soluções baseadas na Natureza e Justiça Socioambiental.

Palestrantes
Claudiâni Guimarães Vargas Gonçalves - Doutora (PROSUC/CAPES) e Mestra em Memória Social e Bens Culturais pela Universidade La Salle, linha de pesquisa Memória, Cultura e Gestão, onde estudou temas relacionados a Memória Social, Memória Empresarial, Patrimônio Industrial, Logística e Economia Gaúcha. Possui Especialização em Docência para o Ensino Superior, Pós-MBA em Inteligência Emocional nas Organizações, MBA em Gerenciamento de Projetos e Graduação em Administração com ênfase em Comércio Exterior. Possui experiências profissionais nos segmentos do comércio, serviço e indústria, principalmente nas áreas de Negócios Internacionais e Logística Nacional. Fez parte de projetos estruturais para desenvolvimento de novos departamentos logísticos em empresa privada. Também foi professora particular de Inglês para níveis básico e intermediário. É pesquisadora acadêmica, realizou Estágio em Docência nos cursos de Graduação em Administração e Ciências Contábeis. Foi Tutora nos cursos Superior de Tecnologia e Graduação. Atualmente leciona nos cursos Técnicos em Administração e Estética da SEG - Sistema de Ensino Gaúcho, nos campos da gestão e negócios. É Supervisora de Operações Logísticas e Consultora na Memorari Consultoria, onde auxilia as instituições no reconhecimento de suas memórias e patrimônios materiais e imateriais.

Mediador
Moisés Waismann - Doutor em Educação no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (2013). Mestre em Agronegócios pelo Programa de Pós-Graduação em Agronegócios da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2002). Graduado em Ciências Econômicas pela UFRGS (1990). Professor pesquisador e Coordenador da Linha de Pesquisa em Memória e Gestão Cultural do Programa de Pós-Graduação em Memória Social e Bens Culturais da Universidade La Salle. Vice-Líder do Grupo de Pesquisa de Estratégias Regionais. Membro do Conselho Municipal de Cultura de Canoas e do Comitê Municipal de Economia Criativa de Porto Alegre. Coordenador do Observatório Unilasalle: Trabalho, Gestão e Políticas Públicas. Investiga assuntos relacionados ao trabalho e educação, ao mercado de trabalho, a economia da educação, ao ensino superior, as políticas públicas, as políticas públicas para educação, a economia da cultura, a cultura, a economia criativa e ao patrimônio industrial.
Tarde: 16:30h/17:30h
Reunião aberta carta de Gramado
Local: Auditório Elisabeth Rosenfeld; Câmara de Vereadores de Gramado; Rua São Pedro, 369 - centro Gramado.
Manhã: 9h/12h
Atenção! Em caso de chuva, não haverá a visita ao Rabicho!
A visita técnica ao Rabicho Ferroviário e à estação férrea de Gramado abordará a história da antiga linha férrea que ligava Porto Alegre à Serra Gaúcha, desativada em 1963. O Rabicho Ferroviário, localizado no bairro Várzea Grande, destaca-se como uma obra de engenharia única na América do Sul, criada para permitir que os trens subissem de ré um trecho íngreme até Gramado, otimizando a força das locomotivas da época.
Tarde: 15h
A visita técnica ao Museu Major José Nicoletti Filho, em Gramado/RS, permitirá conhecer um importante espaço de preservação da memória e da história da cidade. O museu está instalado na antiga residência do Major José Nicoletti Filho, construída entre 1919 e 1922, período relacionado à chegada do trem e ao desenvolvimento urbano de Gramado. O imóvel foi restaurado e reaberto ao público em 2022.
O espaço possui sete salas expositivas que abordam temas como povos originários, tropeiros, imigração açoriana, presença negra, imigração alemã e italiana, além da chegada da ferrovia e do mundo do trabalho. O acervo também reúne objetos ligados à história da produção vinícola da região e ao artesanato gramadense, incluindo referências à criação do troféu Kikito, símbolo do Festival de Cinema de Gramado.
A visita integra ações de pesquisa voltadas à memória, ao patrimônio cultural e às intersecções entre as diferentes culturas responsáveis pela formação das cidades gaúchas.
Tarde: 16:30h/18:30h
Mesa Temática 4 - Conhecer, organizar e divulgar o patrimônio cultural e industrial
Local: Auditório Gramado
A preservação do patrimônio cultural e industrial inicia-se pelo conhecimento. A organização dos suportes e dos vestígios em arquivos, museus e outras formas instiucionais permite que informações dispersas participem de um sistema de memória social estruturado. Tanto a pequisa pode promover essa situação desejável como pode dela se favorecer para avançar. Os comitês, as redes, as associações são instâncias preciosas para conseguir isso. No entanto, a divulgação é essencial para que um sistema funcione em crescimento e ampliação. Iniciativas criativas que consigam aproximar agentes diretos ou indiretos do patrimônio podem gerar interesse, identificação e fazer ressoar tanto na academia quanto na comunidade, os valores que conferem reconhecimento ao patrimônio. Essa integração entre pesquisa e comunicação gera meios para que o patrimônio seja percebido como um valor essencial para o presente. Ao promover a visibilidade de processos produtivos históricos, incentivamos o desenvolvimento de novas lógicas de sustentabilidade e de turismo voltado à experiência. Assim, o ato de conhecer, organizar e divulgar consolida o patrimônio como um elo dinâmico que conecta as raízes históricas ao futuro coletivo.

Palestrantes
Pablo Lacoste - Doutor em História (Universidade de Buenos Aires). Doutor em Estudos Americanos, Menção Estudios Internacionales (Universidade de Santiago do Chile). Diretor da Revista Iberoamericana de Viticultura, Agroindústria e Ruralidade (RIVAR) WoS (JCR-Q1). Professor Titular da Universidade de Santiago do Chile. Diretor do projeto Anillos ATE 220008 "Patrimonio Mestizo", Agência Nacional de Investigação e Desenvolvimento (ANID), Ministério de Ciências, República do Chile. Diretor do projeto Fondecyt Regular 1250028 "Artesanos e artesanías no Chile" ANID. Especializado em história econômica, social e cultural da América Latina, com particular referência ao patrimônio agroalimentar. Professor permanente do Magister em Estudos Internacionais e do Doutorado em Estudos Americanos (IDEA-USACH). Durante 12 anos fui membro do Comitê de Ciências Sociais da Comissão Nacional de Acreditação (CNA). Autor de mais de 20 livros, entre eles "La Vid y el Vino en el Cono Sur de América: Chile y Argentina, 1545-2019) Santiago, RIL/ Mendoza-INCA Editorial, 2019. Autor de mais de 150 artigos publicados em revistas científicas internacionais.

Palestrantes
Anthony Beux Tessari - Mestre em História pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Cursa o Doutorado em História na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Tem experiência profissional em instituições de preservação do patrimônio cultural. Foi presidente (2022) do Conselho Municipal do Patrimônio Artístico, Histórico e Cultural (Compahc) de Caxias do Sul, exercendo representação pela UCS. Integra a diretoria (2024-2027) do Comitê Brasileiro para Conservação do Patrimônio Industrial (TICCIH-Brasil) na qualidade de primeiro-secretário. É professor na Área do Conhecimento de Humanidades da Universidade de Caxias do Sul e diretor do Instituto Memória Histórica e Cultural (IMHC) da UCS desde 2015.

Palestrantes
João Fernando Igansi Nunes - Professor titular do Centro de Artes e Coordenador Programa de Pós-Graduação em Memória Social e Patrimônio Cultural, ICH/UFPEL. Pesquisador no Centro de Geociências (uID73 Fundação para a Ciência e Tecnologia), Instituto Politécnico de Tomar - Mação - Portugal. Pós-Doutorado (Professor Visitante CAPES PRINT/UFPEL) no Departamento de Economia Geral, Universidade de Cádiz, Espanha, 2023. Doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC/SP, com a tese Design Computacional: comunicação do in-visível (2008). Membro da rede Apheleia Gestão Cultural Integrada da Paisagem desde 2024. Membro dos Grupos de Pesquisa NetArt: perspectivas críticas e criativas (FAPESP) e Software Studies do Brasil (FILE Lab SP / UCSD, EUA, 2008). Pesquisador (Bolsista CNPq) no Laboratoire Paragraphe, Universidade Paris 8, França (2007). Mestre em Comunicação e Informação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2002). Pesquisador na Biblioteca Nacional de Madri (bolsa de estudos da Universidade Complutense de Madri, Espanha, 1999).

Mediador
Valdecir Carlos Ferri - Professor titular do Centro de Ciências Químicas, Farmacêuticas e de Alimentos da Universidade Federal de Pelotas – UFPel. Pós-doutor pela Universidade de Coimbra/Portugal na área de patrimônios alimentares: culturas e identidades; Doutor em Ciências Agrárias; com mestrado e graduação em Agronomia pela UFPel. Pesquisador vinculado ao grupo de pesquisa de Tecnologia de Bebidas alcoólicas e não alcoólicas do IF-Sul. Membro do Comitê do Patrimônio Alimentar da Lusofonia DIAITA da UC. Coordenador do Laboratório de Inovação em Bebidas - LIBER.
Noite: 19:00h
Conferência de Encerramento - Estrategias para visibilizar y poner en valor el patrimonio: el atlas de las maravillas de américa latina
Local: Auditório Elisabeth Rosenfeld; Câmara de Vereadores de Gramado; Rua São Pedro, 369 - centro Gramado.
A mesa propõe uma reflexão crítica sobre a articulação de redes internacionais de cooperação e o desenvolvimento de metodologias voltadas para o conhecimento e salvaguarda do patrimônio cultural em suas múltiplas vertentes: industrial, alimentar e imaterial. O debate centra-se na aplicação de metodologias colaborativas que integram estratégias para converter o legado material e imaterial em recursos para o desenvolvimento local, com foco no turismo de experiência e na valorização das paisagens históricas da produção.

Conferencista
Pablo Lacoste - Doutor em História (Universidade de Buenos Aires). Doutor em Estudos Americanos, Menção Estudios Internacionales (Universidade de Santiago do Chile). Diretor da Revista Iberoamericana de Viticultura, Agroindústria e Ruralidade (RIVAR) WoS (JCR-Q1). Professor Titular da Universidade de Santiago do Chile. Diretor do projeto Anillos ATE 220008 "Patrimonio Mestizo", Agência Nacional de Investigação e Desenvolvimento (ANID), Ministério de Ciências, República do Chile. Diretor do projeto Fondecyt Regular 1250028 "Artesanos e artesanías no Chile" ANID. Especializado em história econômica, social e cultural da América Latina, com particular referência ao patrimônio agroalimentar. Professor permanente do Magister em Estudos Internacionais e do Doutorado em Estudos Americanos (IDEA-USACH). Durante 12 anos fui membro do Comitê de Ciências Sociais da Comissão Nacional de Acreditação (CNA). Autor de mais de 20 livros, entre eles "La Vid y el Vino en el Cono Sur de América: Chile y Argentina, 1545-2019) Santiago, RIL/ Mendoza-INCA Editorial, 2019. Autor de mais de 150 artigos publicados em revistas científicas internacionais.
Manhã: 9:00/12:00
“Na Trilha do Patrimônio Industrial – Galópolis” propõe uma imersão histórica por meio de pesquisa histórica e visita mediada a locais que marcam a trajetória industrial da região de Galópolis, em Caxias do Sul.
A visita tem duração aproximada de 3 horas e percorre os seguintes locais: Instituto Hércules Galló, Lanifício São Pedro – Cootegal, Arroio Pinhal, Vinhos Pranzo, Vila Operária, Escola Ismael Chaves Barcellos, – Círculo Operário, Cooperativa de Consumo, Moinho Santa Terezinha – Moinho Galópolis S.A. (Roseflor), Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Fiação e Tecelagem do Distrito de Galópolis.
Mediação: Dra. Ana Paula de Almeida, Dra. Eliana Rela e Dinara Gabrielli – Condutora Local
Saída: Terminal Rodoviário da UCS – Universidade de Caxias do Sul
Horário: 9hs
Almoço: Villa dei Sapori (R$ 70,00)
Retorno: 13hs
Sobre o evento
Do Patrimônio Protoindustrial ao Industrial: Museus e a Memória das Técnicas
O SemPIAS é um evento interdisciplinar, desenvolvido em quatro dias, apresentando um elenco nacional e internacional de convidados que palestrarão em quatro mesas temáticas presenciais, com gravação e transmissão online aberta, cada uma representativa de um dos eixos temáticos do evento. Na noite do primeiro dia, presencialmente, haverá uma conferência e no terceiro dia, um workshop, ambas com convidados estrangeiros. Pretende-se discussão intensa sobre os objetos, enquanto suportes vestigiais do que se produziu e sobre os lugares, antigas oficinas, fábricas, pequenos ou grandes locais de produção como instituições centrais para a salvaguarda da inteligência técnica. Discute-se a ‘técnica’ como um patrimônio que envolve a adaptação de tecnologias advindas de diferentes lugares às paisagens produtivas locais. As estruturas de produção alimentar ganham relevo diante do propósito de preservação dessa memória técnica no sentido de que é um contributo para a sustentabilidade das paisagens históricas e para a identidade cultural regional.
O SemPIAS oportunizará a inscrição de trabalhos com conteúdos relacionados aos quatro eixos temáticos, organizados pelas temáticas apresentadas nos GTs. a serem apresentados em salas virtuais, gravadas e disponibilizadas no site do evento. Os trabalhos efetivamente apresentados serão publicados no formato de textos completos nos Anais do evento. Ainda, nos terceiros e quarto dia visitas técnicas mediadas, antecedidas por palestras. Nas semanas anteriores ao SemPIAS haverá uma série de atividades pré-eventos em modo virtual e presencial. O evento se apresenta em parceria com: Unipampa, FURG, Unilassale, UCS, Instituto Terra e Memória (Mação/PT), Cátedra UNESCO-IPT Humanidade e Gestão Cultural Integrada e Prefeitura Municipal de Gramado, tendo como sede do evento presencial, a cidade de Gramado.
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O tema tem origem no projeto de pesquisa “Tecnologias Antigas e Atuais em Culturas Tradicionais Iberoamericanas: Sustentabilidade de Paisagens Históricas da Produção” e, no mais recente projeto “Tecnologias Antigas e Atuais na Sustentabilidade do Patrimônio Transfronteiriço: Rio Grande do Sul-Uruguai e pretende abordar dois amplos assuntos: 1) os processo e os sujeitos que na formação do Rio Grande do Sul, a partir das grandes imigrações do século XIX, geraram as bases do patrimônio industrial gaúcho; 2) a “memória das técnicas” como uma chave interpretativa fundamental para aprofundar considerações sobre a transição entre o saber artesanal e a mecanização produtiva. Já se avançou da análise da protoindústria, assim entendida por Franklin Mendeles em 1972, que a situava na produção manufatureira rural como primeira fase do processo industrial, para a consideração da larga extensão de tempo a que se refere o processo no qual se reconhece que o trabalho doméstico de produção de bens já caracterizava a mercantilização que viria depois. Autores como Cascone & Penisi (1997), como Martinez Martinez (2000), Fazzini (2017), Torró Gil (2019), Russo & Pollone (2022) estendem a observação deste fenômeno em muitos séculos anteriores à primeira revolução industrial, matizando em diferentes pontos de vista as muitas acepções que o definem. Mas se tais referências se utilizam de documentos diversos, aqui a discussão recai sobre os objetos, essas pontes potenciais entre os tempos, suportes vestigiais do que se produziu. Para tanto, dá-se ênfase ao fato de que grande parte dos suportes dessa memória encontra-se nos museus que operam, nos seus muitos e diversos formatos, como instituições centrais para a salvaguarda da inteligência técnica. Afirma-se que a guarda dessa memória é um ato de preservação da cultura do trabalho. Sem a documentação e a interpretação oferecidas pelos museus, arquivos e outras instituições de memória, o patrimônio industrial corre o risco de ser reduzido a uma casca de aparência, a um lugar vazio de sentidos. O museu e outras instituições da mesma ordem, atuam, portanto, como o locus que conecta o passado produtivo à condição contemporânea e possibilita que técnicas que foram fundamentais para a fixação e desenvolvimento de comunidades, como as de processamento de alimentos, sejam entendidas enquanto parte integrante essencial da história social dos lugares. Portanto, o Seminário destaca o papel dos museus na salvaguarda e difusão dos saberes técnicos que configuram o patrimônio protoindustrial (brasileiro e de outros países), com ênfase no hibridismo técnico das heranças de diferentes grupos. Discute-se a “técnica” não apenas como aparato mecânico, mas como um patrimônio que envolve a adaptação de tecnologias advindas de diferentes lugares às paisagens produtivas locais. Com tal foco, as estruturas de produção alimentar ganham relevo diante do propósito de preservação dessa memória técnica no sentido de que é um contributo para a sustentabilidade das paisagens históricas e para a identidade cultural regional.
Ressalta-se que a formação cultural, de que parte sejam, embora aqui se dê atenção à gaúcha, não é decorrência exclusiva dos fluxos transnacionais, que tampouco lhes são exclusivos. O mesmo cenário sobre a memória das técnicas é observado em outras regiões do país e, não menos nos países vizinhos ao Rio Grande do Sul, nos quais o patrimônio protoindustrial é o resultado material de fluxos e transferências de conhecimento que não respeitam fronteiras nacionais. Portanto, essas transferências tecnológicas apontam para o fato de que muitos locais do Brasil, também do Rio Grande do Sul, foram ou são pontos de convergência de uma rede internacional de circulação de ideias. No caso do Rio Grande do Sul, a análise comparativa com os países vizinhos e com os países de origem das imigrações permite triangular referências históricas, provendo um suporte sólido para o entendimento da interculturalidade. Ao discutir esses conteúdos, o seminário não apenas reapresenta o passado, mas projeta a sustentabilidade das paisagens históricas de produção como um campo de inovação e transferências compartilhadas no cenário ibero e trans-americano e dá luz aos modos como os saberes originários, a colonização e as imigrações se hibridizaram, adaptando know-how específicos que precisaram ser negociados com as condições locais. Essa adaptação envolveu o uso de matérias-primas disponíveis no território, a modificação de utensílios e o diálogo (nem sempre conscientes, nem sempre pacíficos) com sistemas pré-existentes. É forçoso reconhecer que este solo (e qualquer outro) já possuía uma lógica produtiva do manejo de recursos naturais estabelecida pelos saberes dos povos originários e que essa, de alguns ou de muitos modos, foi absorvida pelos processos de colonização. Muitos desses saberes foram ocultados nos processos de dominação dos territórios, mas não desapareceram e é esse reconhecimento que o debate proposto busca iluminar, sobretudo pelas investigações de como essas técnicas se fundiram. No final, espera-se ampliar a compreensão de que a caminhada do conhecimento mais aproxima do que distingue e separa tempos e povos.
Referências
CASCONE, G.; PENNISI, P. Edificios protoindustriales para la producción de vino en Sicilia. Los palmentos y las bodegas del Etna desde el S. XVII al XIX. Inítínucs de la Construcción, Vol. 49, n” 450, julio/agosto 1997. Disponible en http://informesdelaconstruccion
FAZZINI, M. Instituciones feudales y desarrollo protoindustrial en la Baja Edad Media: el caso murciano. Actas de XVI Jornadas Interescuelas-Departamentos de Historia. Universidad Nacional de Mar del Plata: p. 1-19. https://www.memoria.fahce.unlp
.edu.ar/trab_eventos/ev.17036/
MARTÍNEZ MARTÍNEZ, M. (ed), Documentos relativos a los oficios artesanales en la baja Edad Media. Colección de Documentos para la Historia del Reino de Murcia XXI, Murcia, 2000.
MENDELES, F. Proto-Industrialization: The First Phase of the Industrialization Process. The Journal of Economic History, Vol. 32, No. 1, The Tasks of Economic History, 1972, p. 241-261.
PARISI, R. La prospettiva dell’Architettura. In: MEINI, M. (edi). Il turismo al plurale. Una lettura integrata del territorio per un’offerta turistica sostenibile, Franco Angeli, Milano, 2012, p.114-130.
RUSSO, V.; POLLONE S. Di pietre e d’acqua. La conservazione del patrimonio proto-industriale nel paesaggio culturale della Costiera Amalfitana. Restauro Archeologico, v.1, 2022.
TORRÓ GIL, L. Tenencia, transmission y formas de explotación de la tierra en un entorno protoindustrial. La Comarca de Alcoi (SS. XVI-XVIII). Ediciones Universidad de Salamanca: Stud. his., H.a mod., 41, n. 2 (2019), p. 191-219.
Sobre Gramado
Localizada na Serra Gaúcha, a cidade de Gramado, no Rio Grande do Sul, consolida-se como um dos destinos mais emblemáticos e estruturados do Brasil, oferecendo uma experiência que une sofisticação urbana e charme histórico. Recentemente, a cidade tornou-se parceira oficial da UFPel para a realização do IV Seminário Internacional de Patrimônio Industrial, Alimento e Sustentabilidade, evidenciando sua importância como polo de eventos técnicos e acadêmicos.
Gramado um cenário único com vários destaques, entre eles:
Referência em Eventos e Museus
Gramado possui uma agenda cultural vibrante, sediando eventos de renome internacional durante todo o ano, o que atrai pesquisadores e turistas de diversas partes do globo. A cidade destaca-se por sua densa rede de equipamentos culturais, incluindo:
- Museu Municipal Hugo Daros: Espaço que salvaguarda o acervo histórico da cidade, sendo essencial para pesquisadores que buscam compreender a evolução urbana e social da região.
- Museu Histórico Major José Nicoletti Filho: Situado na antiga residência do primeiro administrador da cidade, é um marco da arquitetura de transição e da memória local.
- Museu da Estação Ferroviária da Várzea Grande: Espaço fundamental para a compreensão do patrimônio ferroviário e do desenvolvimento econômico da região.
Diversidade Museal: Além dos locais históricos, a cidade abriga uma série de museus temáticos que fortalecem sua estrutura turística e cultural.
Potência Turística e Gastronômica
A estrutura turística de Gramado é reconhecidamente forte, capaz de acolher grandes eventos e um fluxo constante de visitantes com alta qualidade de serviços.
- Turismo Gastronômico: Muito inspirado na imigração italiana, que celebrou 150 anos em 2025, a gastronomia local é um dos principais atrativos, oferecendo desde cafés coloniais até pratos refinados que preservam o “saber-fazer” tradicional.
- Turismo Rural: A zona rural de Gramado oferece um roteiro variado e importante, permitindo o contato direto com a produção artesanal e a vida no campo, conectando o visitante à herança dos imigrantes que colonizaram a serra.
Conexão com a Pesquisa e o Patrimônio
A cidade não é apenas um cenário turístico, mas um campo ativo para o estudo do patrimônio industrial e protoindustrial. Através de protocolos de cooperação com instituições como a UFPel e o grupo Fábrica de Memória, Gramado reafirma seu compromisso com a salvaguarda da memória das técnicas e a sustentabilidade cultural.
Trabalhos Aprovados
Consulte abaixo o horário da sua apresentação
GT1.1 – Museus, memória e identidades transfronteiriças
GT1.2 – Salvaguarda das tecnologias históricas
GT1.3 – Museus além das paredes: território, cultura e protagonismo comunitário
GT3.1 – Tecnologias convergentes e diálogos interdisciplinares na gestão do patrimônio cultural
GT3.3 – Tecnologias digitais, memória e patrimônio: desafios e potencialidades
GT4.1 - Turismo e a sustentabilidade das paisagens produtivas
GT4.2 - Memória social e itinerários turísticos transfronteiriços
PROGRAMAÇÃO
Manhã: 08h/10:30h
GT1.2 – Salvaguarda das tecnologias históricas
Local: Sala Virtual
GT3.3 – Tecnologias digitais, memória e patrimônio: desafios e potencialidades
Local: Sala Virtual
Manhã: 10:30h/12:30h
GT4.1 - Turismo e a sustentabilidade das paisagens produtivas
Local: Sala Virtual
Tarde: 14:30h/16:30h
GT1.1 – Museus, memória e identidades transfronteiriças
Local: Sala Virtual
GT4.2 - Memória social e itinerários turísticos transfronteiriços
Local: Sala Virtual
A mesa propõe uma reflexão crítica sobre a articulação de redes internacionais de cooperação e o desenvolvimento de metodologias voltadas para o conhecimento e salvaguarda do patrimônio cultural em suas múltiplas vertentes: industrial, alimentar e imaterial. O debate centra-se na aplicação de metodologias colaborativas que integram estratégias para converter o legado material e imaterial em recursos para o desenvolvimento local, com foco no turismo de experiência e na valorização das paisagens históricas da produção.
“Tra Industrial Heritage e landscapes production: ricerche e azioni di RESpro-Rete di storici per i paesaggi della produzione”

Conferencista
Maddalena Chimisso - Università degli Studi del Molise
DiBT-Dipartimento di Bioscienze e Territorio/ Coordinamento di redazione di OS. Opificio della Storia / Segreteria nazionale RESpro-Rete di storici per i paesaggi della produzione
“Red Iberoamericana de Investigación en Metodologías Integradas para el Conocimiento, Gestión e Intervención del Patrimonio Contemporáneo”

Conferencista
María Isabel Alba Dorado - Profesora Titular de Universidad - Escuela Técnica Superior de Arquitectura / Departamento de Arte y Arquitectura - Universidad de Málaga Coordinadora Red Iberoamericana de Investigación
“Gestionar la diversidad: cartografías colaborativas en los paisajes históricos de la producción”

Conferencista
Julián Sobrino Simal – Universidade de Sevilha/ Investigador Honorario / Escuela Técnica Superior de Arquitectura Universidad de Sevilla/
“Gestão Cultural Integrada das Paisagens: variáveis instrumentos operaciais”

Conferencista
Luiz Oosterbeek – Insittuto Politécnico de Tomar - UNESCO Chairholder in Humanities and Cultural Integrated Landscape Management / President of the International Council of Philosophy and Human Sciences CIPSH - www.cipsh.net / Member of the Portuguese Academy of History, Academy of Sciences of Lisbon and Academia Europaea
Tarde: 16h/18h
Credenciamento
Local: Auditório Elisabeth Rosenfeld; Câmara de Vereadores de Gramado; Rua São Pedro, 369 - centro Gramado.
Noite: 18:30h
Abertura Oficial - Presencial
Local: Auditório Elisabeth Rosenfeld; Câmara de Vereadores de Gramado; Rua São Pedro, 369 - centro Gramado.
Noite: 19h
Conferência de Abertura - Paisagem sonora industrial: uma outra perspectiva do patrimônio
Local: Auditório Elisabeth Rosenfeld; Câmara de Vereadores de Gramado; Rua São Pedro, 369 - centro Gramado.

Conferencista
Maria Letícia Mazzucchi Ferreira
Professora Emérita da Universidade Federal de Pelotas, UFPEL. Docente permanente no Programa de Pós-Graduação (Mestrado/Doutorado) em Memória Social e Patrimônio Cultural da UFPEL.Foi membro da comissão de implantação do Curso de Bacharelado em Museologia, atuando como Coordenadora desse curso entre 2006-2008.Presidente da Comissão de implantação do Curso de Bacharelado em Conservação e Restauro de Bens Culturais Móveis. Foi pesquisadora do Inventário Nacional de Referências Culturais: Tradição doceira pelotense, promovido pelo IPHAN, Monumenta e UNESCO. Coordenou,entre 2009-2012, o projeto CAFP-CAPES”Instituições, legislação, territórios e comunidades: perspectivas sobre o patrimônio material e imaterial no Brasil e Argentina”, envolvendo a UFPEL e a Universidade de Buenos Aires. Coordenou, pelo lado brasileiro, o projeto de cooperação com o Laboratoire d’Anthropologie et de Psychologie Cognitives et Sociales, da Universidade de Nice, França, participando de projeto de investigação internacional financiado pela ANR (Agence Nationale de la Recherche) coordenado pelo antropólogo Joel Candau.Pós-Doutorado na Universidade Paris IV, entre 2018-19 e no LAHIC-EHESS, entre 2009-2010, ambos na França. Atua como docente e pesquisadora na área de Patrimônio, principalmente nos seguintes temas: regimes memoriais, memórias traumáticas, museus de memória, patrimônios difíceis, patrimônio industrial.
E-mail: leticiamazzucchi@gmail.com
Manhã: 08h/10h
Mesa temática 1 - As marcas do coronelismo no patrimônio histórico: entre o poder e a memória
Local: Auditório Elisabeth Rosenfeld; Câmara de Vereadores de Gramado; Rua São Pedro, 369 - centro Gramado.
Este tema propõe analisar o coronelismo no Rio Grande do Sul, destacando sua contribuição para a formação histórica da região, bem como para sua organização política e social, especialmente em períodos de conflito, como a Revolução Federalista. Também busca refletir sobre suas influências nas formas de patrimônio, tanto material — como estâncias e casarões — quanto imaterial, presentes nas memórias e tradições locais.

Coordenador e Mediador
Márcio Dillmann - Graduado em Museologia pela Universidade Federal de Pelotas, sendo bolsista de Iniciação Científica Cnpq (2011). Possui Especialização em Artes - Ufpel - Especialização em Patrimônio Cultural e Conservação de Artefatos (2014). Mestre em História pela Ufpel, bolsista CAPES. Foi Professor Substituto do Curso de Bacharelado em Museologia da Ufpel.(2016) Doutor em Memória Social e Patrimônio Cultural-Ufpel (2021) , Atuou como Museólogo da UCPel (Universidade Católica de Pelotas). Atualmente é museólogo da Prefeitura Municipal de Gramado- RS.

Palestrante
Alex Juarez Müller - Doutorado em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Mestrado em História pela Universidade de Passo Fundo (UPF). Especialização em Mídias na Educação (FURG). Licenciatura plena em História (FACCAT). É professor de História na Rede Municipal de Ensino de Gramado/RS. Atuou como professor no ensino médio e técnico no Estado do Rio Grande do Sul. Trabalhou com educação patrimonial e arqueologia de contrato. Trabalhou em museus desenvolvendo educação patrimonial e na conservação e restauro de documentos. Desenvolveu atividades nas seguintes instituições museológicas: Museu Arqueológico do Rio Grande do Sul (MARSUL), Museu Histórico Visconde de São Leopoldo (MHVSL) e Museu Histórico Municipal Adelmo Trott (MHMAT). Desenvolve pesquisas nas áreas de Educação, História do Brasil Primeira República, História e Região.

Palestrante
Wanderley Cavalcante - Possui Especialização em Metodologias do Ensino de História (2014). Graduado em História pela Universidade Estadual do Ceará (2004). Foi supervisor do projeto Mais Educação da Prefeitura Municipal de Gramado (2020), atuando principalmente nos seguintes temas: história de Gramado, museologia social, cotidiano e memoria, história ferroviária, história do Rio Grande do Sul.Coordenador e autor do livro didático "Gramado: dos primeiros povoadores à chegada do trem (1919)", publicado em 2020 pela Secretaria Municipal da Educação de Gramado-RS e do livro "Inventário preliminar de acervos/fundos, documentação e fontes para a pesquisa em História de Gramado-RS".
Manhã: 10:30/12:30h
Mesa Temática 2- Educação patrimonial em contextos diversos: tecnologias e operacionalização da valorização do patrimônio industrial
Local: Local: Auditório Elisabeth Rosenfeld; Câmara de Vereadores de Gramado; Rua São Pedro, 369 - centro Gramado.
Esta mesa documenta o movimento de educadores e pesquisadores que operacionalizam educação patrimonial em múltiplos níveis: da educação infantil até o ensino médio, da mediação comunitária ampla e, também, da formação universitária. Os exemplos abrangem patrimônio ferroviário, molineiro e industrial em suas múltiplas manifestações. Discutimos como essa abordagem multidimensional mobiliza processos de valorização do patrimônio cultural, evidenciando os desafios encontrados, as potencialidades exploradas e os aprendizados em desenvolvimento. As metodologias apresentadas mostram-se replicáveis a diferentes contextos geográficos e patrimoniais, apontando para uma responsabilidade compartilhada entre educadores, instituições e comunidades na transformação da consciência coletiva sobre o patrimônio cultural.

Palestrante
Eliana Rela - Doutora em Informática na Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Mestre em História pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Coordenadora do Programa de Pós- Graduação Stricto Sensu-Mestrado Profissional em História e, docente e pesquisadora no Programa de Pós-Graduação em Educação, ambos na Universidade de Caxias do Sul. Coordena projetos de pesquisa nas áreas de História da Educação; acervos; linguagens no ensino de História. Está em constante interação com grupos de pesquisa da Universidade de Padova, Itália e, Scuola Universitaria Professionale della Svizzera Italiana (SUPSI). University of Applied Sciences and Arts of Southern Switzerland.

Palestrante
Margit Arnold Fensterseifer - Doutora em história pelo programa de Pós-Graduação em história da Universidade de Caxias do Sul(UCS), mestre em história pelo mesmo programa (UCS). Professora na UCS desde o ano de 2007 no Centro de Ciências Exatas, da Natureza e de Tecnologia no campus da cidade de Bento Gonçalves (CARVI- Campus Universitário da região dos vinhedos). Desde agosto de 2021 é coordenadora deste curso. Graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escritório autônomo na cidade de Bento Gonçalves que abrange projetos de restauros de edificações históricas desde o ano de 1990. Fez parte do COMPACH (Conselho de Patrimônio Artístico, Cultural e Histórico) da cidade de BG, como representante da universidade pela UCS-CARVI. Recentemente, foi co-autora do trabalho de pesquisa Laços Patrimoniais promovido pelo Museu do Imigrante de BG, que gerou um livro com a síntese desta.

Palestrante
Ana Paula Santos de Almeida - Doutora em História pelo Programa de Pós Graduação em História da Universidade de Caxias do Sul (UCS). Mestre em História pelo Programa de Pós Graduação em História da Universidade de Caxias do Sul (UCS). Historiadora graduada pela Universidade de Caxias do Sul (UCS). Pós-graduada em Gestão de Arquivos pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Diretora da empresa Arquivos Acervos desde 2009, é responsável pela gestão e manutenção dos espaços: Espaço Memória Marcopolo, Memorial Randon e Centro Histórico Soprano. Diretora de Patrimônio e Memória do Instituto Bruno Segalla. Idealizadora do Projeto Na Trilha do Patrimônio Industrial que consiste na produção e manutenção do Mapa Interativo - Na Trilha do Patrimônio Industrial de Caxias do Sul-RS e em Visitas Mediadas aos Patrimônios Industriais de Caxias do Sul-RS.

Mediadora
Marlise do Carmo Sonntag Granzotto - Graduada em Engenharia Civil pela UFRGS e em Design de Interiores pela FSG. Mestre e doutoranda em História pelo PPGHis/UCS, na linha de Patrimônio Cultural, desenvolvendo pesquisa sobre patrimônio industrial e o uso de tecnologias digitais como suporte à preservação de fontes vulneráveis e à mediação educativa. Atua como sócia‑gerente da AMGR Engenharia Ltda., sócia e responsável técnica da VGM Construções Ltda. e responsável técnica da Cenci Comércio de Extintores. Tem experiência em engenharia de incêndio, construção civil, restauro e requalificação de edificações históricas, além de desenvolver projetos de interiores voltados a edificações históricas.
Tarde: 14:00h/16:00h
Mesa temática 3 – Inteligência artificial e análise multicritério aplicadas ao patrimônio histórico e sustentabilidade
Local: Auditório Elisabeth Rosenfeld; Câmara de Vereadores de Gramado; Rua São Pedro, 369 - centro Gramado.
A mesa redonda incentiva abordagens interdisciplinares, estudo das relações entre patrimônio histórico cultural, sustentabilidade e tecnologias digitais. Introdução aos fundamentos da inteligência artificial aplicada à análise territorial, incluindo aprendizado de máquina e suporte à decisão. Aplicação de métodos de análise multicritério de apoio a decisão na avaliação de bens patrimoniais integrado a um sistema de infromação geográfica (SIG). Análise de dados textuais e estudos aplicados voltados à gestão do patrimônio cultural e à construção de estratégias de turismo sustentável.

Palestrantes
Cátia Maria dos Santos Machado - Profesora Titular da Universidade Federal do Rio Grande (FURG) lotada no Instituto de Matemática, Estatística e Física (IMEF). Possui Graduação em Matemática Licenciatura Plena (FURG), Especialização em Matemática e Especialização em Matemática Aplicada (FURG), Mestrado em Matemática Aplicada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Doutorado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) na área de Transporte e Logística. Tem experiência na área de Matemática, com ênfase em Matemática Aplicada, atuando principalmente nos seguintes temas: Álgebra Linear Computacional, Otimização Combinatória, Algoritmos baseados em Grafos, Programação Matemática. Foi professora permanente no Programa de Pós-Graduação, Doutorado e Mestrado, em Modelagem Computacional e atualmente é professora colaboradora. Professora Permanente no Programa de Pós Graduação em Ambientometria, atuando na linha de pesquisa Computação Científica e Modelagem Matemática e Estatística.

Palestrantes
Diana Francisca Addamati - Bacharel em Ciência da Computação pela Universidade de Caxias do Sul (2000). Mestrado em Computação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2003). Doutorado em Engenharia Elétrica (Ênfase em Sistemas Digitais e Engenharia de Computação) pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (2007).

Palestrantes
Rafaella Fernandes de Mattos - Professora substituta na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande (FURG). Doutoranda em Direito (UFRGS), vinculada à Linha de Pesquisa Fundamentos Metodológicos e Críticos da Experiência Jurídica: Direito, Estado e Sociedade, com bolsa CAPES. Mestre em Direito e Justiça Social (FURG). Coordenadora do Observatório Jurídico de Soluções baseadas na Natureza (OJSbN/FURG). Coordenadora da equipe de Políticas Públicas e Direito Ambiental e Climático aplicado às Soluções baseadas na Natureza no ClimaRes WaSH - Ações integradoras de Gestão, Governança e Soluções baseadas na Natureza para Água, Saneamento e Saúde no contexto da Resiliência Climática (FAPERGS). Desenvolve pesquisas com ênfase no estudo de Soluções baseadas na Natureza e Justiça Socioambiental.

Palestrantes
Claudiâni Guimarães Vargas Gonçalves - Doutora (PROSUC/CAPES) e Mestra em Memória Social e Bens Culturais pela Universidade La Salle, linha de pesquisa Memória, Cultura e Gestão, onde estudou temas relacionados a Memória Social, Memória Empresarial, Patrimônio Industrial, Logística e Economia Gaúcha. Possui Especialização em Docência para o Ensino Superior, Pós-MBA em Inteligência Emocional nas Organizações, MBA em Gerenciamento de Projetos e Graduação em Administração com ênfase em Comércio Exterior. Possui experiências profissionais nos segmentos do comércio, serviço e indústria, principalmente nas áreas de Negócios Internacionais e Logística Nacional. Fez parte de projetos estruturais para desenvolvimento de novos departamentos logísticos em empresa privada. Também foi professora particular de Inglês para níveis básico e intermediário. É pesquisadora acadêmica, realizou Estágio em Docência nos cursos de Graduação em Administração e Ciências Contábeis. Foi Tutora nos cursos Superior de Tecnologia e Graduação. Atualmente leciona nos cursos Técnicos em Administração e Estética da SEG - Sistema de Ensino Gaúcho, nos campos da gestão e negócios. É Supervisora de Operações Logísticas e Consultora na Memorari Consultoria, onde auxilia as instituições no reconhecimento de suas memórias e patrimônios materiais e imateriais.

Mediador
Moisés Waismann - Doutor em Educação no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (2013). Mestre em Agronegócios pelo Programa de Pós-Graduação em Agronegócios da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2002). Graduado em Ciências Econômicas pela UFRGS (1990). Professor pesquisador e Coordenador da Linha de Pesquisa em Memória e Gestão Cultural do Programa de Pós-Graduação em Memória Social e Bens Culturais da Universidade La Salle. Vice-Líder do Grupo de Pesquisa de Estratégias Regionais. Membro do Conselho Municipal de Cultura de Canoas e do Comitê Municipal de Economia Criativa de Porto Alegre. Coordenador do Observatório Unilasalle: Trabalho, Gestão e Políticas Públicas. Investiga assuntos relacionados ao trabalho e educação, ao mercado de trabalho, a economia da educação, ao ensino superior, as políticas públicas, as políticas públicas para educação, a economia da cultura, a cultura, a economia criativa e ao patrimônio industrial.
Tarde: 16:30h/17:30h
Reunião aberta carta de Gramado
Local: Auditório Elisabeth Rosenfeld; Câmara de Vereadores de Gramado; Rua São Pedro, 369 - centro Gramado.
Manhã: 9h/12h
Atenção! Em caso de chuva, não haverá a visita ao Rabicho!
A visita técnica ao Rabicho Ferroviário e à estação férrea de Gramado abordará a história da antiga linha férrea que ligava Porto Alegre à Serra Gaúcha, desativada em 1963. O Rabicho Ferroviário, localizado no bairro Várzea Grande, destaca-se como uma obra de engenharia única na América do Sul, criada para permitir que os trens subissem de ré um trecho íngreme até Gramado, otimizando a força das locomotivas da época.
Tarde: 15h
A visita técnica ao Museu Major José Nicoletti Filho, em Gramado/RS, permitirá conhecer um importante espaço de preservação da memória e da história da cidade. O museu está instalado na antiga residência do Major José Nicoletti Filho, construída entre 1919 e 1922, período relacionado à chegada do trem e ao desenvolvimento urbano de Gramado. O imóvel foi restaurado e reaberto ao público em 2022.
O espaço possui sete salas expositivas que abordam temas como povos originários, tropeiros, imigração açoriana, presença negra, imigração alemã e italiana, além da chegada da ferrovia e do mundo do trabalho. O acervo também reúne objetos ligados à história da produção vinícola da região e ao artesanato gramadense, incluindo referências à criação do troféu Kikito, símbolo do Festival de Cinema de Gramado.
A visita integra ações de pesquisa voltadas à memória, ao patrimônio cultural e às intersecções entre as diferentes culturas responsáveis pela formação das cidades gaúchas.
Tarde: 16:30h/18:30h
Mesa Temática 4 - Conhecer, organizar e divulgar o patrimônio cultural e industrial
Local: Auditório Gramado
A preservação do patrimônio cultural e industrial inicia-se pelo conhecimento. A organização dos suportes e dos vestígios em arquivos, museus e outras formas instiucionais permite que informações dispersas participem de um sistema de memória social estruturado. Tanto a pequisa pode promover essa situação desejável como pode dela se favorecer para avançar. Os comitês, as redes, as associações são instâncias preciosas para conseguir isso. No entanto, a divulgação é essencial para que um sistema funcione em crescimento e ampliação. Iniciativas criativas que consigam aproximar agentes diretos ou indiretos do patrimônio podem gerar interesse, identificação e fazer ressoar tanto na academia quanto na comunidade, os valores que conferem reconhecimento ao patrimônio. Essa integração entre pesquisa e comunicação gera meios para que o patrimônio seja percebido como um valor essencial para o presente. Ao promover a visibilidade de processos produtivos históricos, incentivamos o desenvolvimento de novas lógicas de sustentabilidade e de turismo voltado à experiência. Assim, o ato de conhecer, organizar e divulgar consolida o patrimônio como um elo dinâmico que conecta as raízes históricas ao futuro coletivo.

Palestrantes
Pablo Lacoste - Doutor em História (Universidade de Buenos Aires). Doutor em Estudos Americanos, Menção Estudios Internacionales (Universidade de Santiago do Chile). Diretor da Revista Iberoamericana de Viticultura, Agroindústria e Ruralidade (RIVAR) WoS (JCR-Q1). Professor Titular da Universidade de Santiago do Chile. Diretor do projeto Anillos ATE 220008 "Patrimonio Mestizo", Agência Nacional de Investigação e Desenvolvimento (ANID), Ministério de Ciências, República do Chile. Diretor do projeto Fondecyt Regular 1250028 "Artesanos e artesanías no Chile" ANID. Especializado em história econômica, social e cultural da América Latina, com particular referência ao patrimônio agroalimentar. Professor permanente do Magister em Estudos Internacionais e do Doutorado em Estudos Americanos (IDEA-USACH). Durante 12 anos fui membro do Comitê de Ciências Sociais da Comissão Nacional de Acreditação (CNA). Autor de mais de 20 livros, entre eles "La Vid y el Vino en el Cono Sur de América: Chile y Argentina, 1545-2019) Santiago, RIL/ Mendoza-INCA Editorial, 2019. Autor de mais de 150 artigos publicados em revistas científicas internacionais.

Palestrantes
Anthony Beux Tessari - Mestre em História pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Cursa o Doutorado em História na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Tem experiência profissional em instituições de preservação do patrimônio cultural. Foi presidente (2022) do Conselho Municipal do Patrimônio Artístico, Histórico e Cultural (Compahc) de Caxias do Sul, exercendo representação pela UCS. Integra a diretoria (2024-2027) do Comitê Brasileiro para Conservação do Patrimônio Industrial (TICCIH-Brasil) na qualidade de primeiro-secretário. É professor na Área do Conhecimento de Humanidades da Universidade de Caxias do Sul e diretor do Instituto Memória Histórica e Cultural (IMHC) da UCS desde 2015.

Palestrantes
João Fernando Igansi Nunes - Professor titular do Centro de Artes e Coordenador Programa de Pós-Graduação em Memória Social e Patrimônio Cultural, ICH/UFPEL. Pesquisador no Centro de Geociências (uID73 Fundação para a Ciência e Tecnologia), Instituto Politécnico de Tomar - Mação - Portugal. Pós-Doutorado (Professor Visitante CAPES PRINT/UFPEL) no Departamento de Economia Geral, Universidade de Cádiz, Espanha, 2023. Doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC/SP, com a tese Design Computacional: comunicação do in-visível (2008). Membro da rede Apheleia Gestão Cultural Integrada da Paisagem desde 2024. Membro dos Grupos de Pesquisa NetArt: perspectivas críticas e criativas (FAPESP) e Software Studies do Brasil (FILE Lab SP / UCSD, EUA, 2008). Pesquisador (Bolsista CNPq) no Laboratoire Paragraphe, Universidade Paris 8, França (2007). Mestre em Comunicação e Informação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2002). Pesquisador na Biblioteca Nacional de Madri (bolsa de estudos da Universidade Complutense de Madri, Espanha, 1999).

Mediador
Valdecir Carlos Ferri - Professor titular do Centro de Ciências Químicas, Farmacêuticas e de Alimentos da Universidade Federal de Pelotas – UFPel. Pós-doutor pela Universidade de Coimbra/Portugal na área de patrimônios alimentares: culturas e identidades; Doutor em Ciências Agrárias; com mestrado e graduação em Agronomia pela UFPel. Pesquisador vinculado ao grupo de pesquisa de Tecnologia de Bebidas alcoólicas e não alcoólicas do IF-Sul. Membro do Comitê do Patrimônio Alimentar da Lusofonia DIAITA da UC. Coordenador do Laboratório de Inovação em Bebidas - LIBER.
Noite: 19:00h
Conferência de Encerramento - Estrategias para visibilizar y poner en valor el patrimonio: el atlas de las maravillas de américa latina
Local: Auditório Elisabeth Rosenfeld; Câmara de Vereadores de Gramado; Rua São Pedro, 369 - centro Gramado.
A mesa propõe uma reflexão crítica sobre a articulação de redes internacionais de cooperação e o desenvolvimento de metodologias voltadas para o conhecimento e salvaguarda do patrimônio cultural em suas múltiplas vertentes: industrial, alimentar e imaterial. O debate centra-se na aplicação de metodologias colaborativas que integram estratégias para converter o legado material e imaterial em recursos para o desenvolvimento local, com foco no turismo de experiência e na valorização das paisagens históricas da produção.

Conferencista
Pablo Lacoste - Doutor em História (Universidade de Buenos Aires). Doutor em Estudos Americanos, Menção Estudios Internacionales (Universidade de Santiago do Chile). Diretor da Revista Iberoamericana de Viticultura, Agroindústria e Ruralidade (RIVAR) WoS (JCR-Q1). Professor Titular da Universidade de Santiago do Chile. Diretor do projeto Anillos ATE 220008 "Patrimonio Mestizo", Agência Nacional de Investigação e Desenvolvimento (ANID), Ministério de Ciências, República do Chile. Diretor do projeto Fondecyt Regular 1250028 "Artesanos e artesanías no Chile" ANID. Especializado em história econômica, social e cultural da América Latina, com particular referência ao patrimônio agroalimentar. Professor permanente do Magister em Estudos Internacionais e do Doutorado em Estudos Americanos (IDEA-USACH). Durante 12 anos fui membro do Comitê de Ciências Sociais da Comissão Nacional de Acreditação (CNA). Autor de mais de 20 livros, entre eles "La Vid y el Vino en el Cono Sur de América: Chile y Argentina, 1545-2019) Santiago, RIL/ Mendoza-INCA Editorial, 2019. Autor de mais de 150 artigos publicados em revistas científicas internacionais.
Manhã: 9:00/12:00
“Na Trilha do Patrimônio Industrial – Galópolis” propõe uma imersão histórica por meio de pesquisa histórica e visita mediada a locais que marcam a trajetória industrial da região de Galópolis, em Caxias do Sul.
A visita tem duração aproximada de 3 horas e percorre os seguintes locais: Instituto Hércules Galló, Lanifício São Pedro – Cootegal, Arroio Pinhal, Vinhos Pranzo, Vila Operária, Escola Ismael Chaves Barcellos, – Círculo Operário, Cooperativa de Consumo, Moinho Santa Terezinha – Moinho Galópolis S.A. (Roseflor), Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Fiação e Tecelagem do Distrito de Galópolis.
Mediação: Dra. Ana Paula de Almeida, Dra. Eliana Rela e Dinara Gabrielli – Condutora Local
Saída: Terminal Rodoviário da UCS – Universidade de Caxias do Sul
Horário: 9hs
Almoço: Villa dei Sapori (R$ 70,00)
Retorno: 13hs
GRUPOS TEMÁTICOS (GTs)
EIXO 1 - O PATRIMÔNIO PROTOINDUSTRIAL NOS MUSEUS
GT 1.1: Museus, Memória e Identidades Transfronteiriça
Coordenadora principal: Amanda Mensch Eltz (UFPEL)
Email: gt1.1.ivsempias@gmail.com
Este tema propõe uma análise crítica sobre o papel dos museus na construção das narrativas de identidade em regiões de fronteira, sejam elas físicas ou simbólicas, presentes ou passadas. A investigação central reside em como as instituições museais operam a guarda de acervos que testemunham o hibridismo cultural e as trocas simbólicas que se deram ao longo do tempo. Serão debatidas as metodologias de documentação e exposição que permitem converter objetos hodiernos, prosaicos e que se inscreviam como parte de cotidianos já superados (ou não) em documentos de memória de grupos e tempos. O foco estende-se às coleções que representam intenções ou valores de modos de vida e que existem, elas próprias por intenções e valores estéticos ou subjacentes a modos de ver o mundo. O objetivo é compreender as possibilidades e potencialidades do museu como um espaço capaz de articular as memórias locais com processos globais, e que tem a capacidade (por vezes consciente) de espelhar as dissonâncias da memória e evidenciar a diversidade e a complexidade das culturas transfronteiriças.
GT 1.2: Salvaguarda das Tecnologias Históricas
Coordenadora principal: Laiana Pereira da Silveira
Email: gt1.2.ivsempias@gmail.com
O tema aborda a musealização dos remanescentes da produção, considerando as tecnologias industriais e protoindustriais que se expressam nos acervos de museus ou presentes nas comunidades. Contempla-se a transição técnica de saberes produtivos — dos primórdios a tempos mais recentes ou atuais — e os desafios específicos para relacionar os objetos, às vezes dentro de um mesmo museu. Discute-se o conceito de patrimônio industrial não apenas como maquinário, mas como um testemunho da cultura do trabalho e da sustentabilidade das paisagens históricas de produção. A abordagem inclui o estudo comparativo entre as técnicas carreadas por diferentes grupos e as adaptações locais, utilizando os acervos como fontes para a história do know-how da produção artesanal, manufatureira e industrial. O tema busca discutir a gestão conceitual e curatorial da memória do saber-fazer, essencial para a salvaguarda de infraestruturas que conectam a herança tecnológica exógenas às realidades autóctones.
Coordenadores Convidados:
GT 1.3: Museus além das paredes: território, cultura e protagonismo comunitário
Coordenadores principais: Márcio Dillmann de Carvalho
Email: gt1.3.ivsempias@gmail.com
Os museus comunitários e de território são iniciativas culturais voltadas à preservação e valorização de memórias, identidades e patrimônios locais. Diferentemente dos museus tradicionais, não se restringem a um edifício, mas abrangem o território em seus aspectos culturais, sociais e ambientais. No campo da Museologia Social, incentivam a participação da comunidade, fortalecendo o protagonismo local, o sentimento de pertencimento e a valorização de histórias muitas vezes invisibilizadas, tornando-se espaços de resistência cultural, educação patrimonial e construção de identidades.
O tema propõe refletir sobre o papel dos museus na sociedade e sobre como ações e ferramentas educacionais podem ampliar a participação comunitária e a valorização da diversidade cultural. Podem se inscrever profissionais de museus e pesquisadores, por meio de envio de resumo da temática, abrindo também a possibilidade de participação tanto de acadêmicos quanto de não acadêmicos .
EIXO 3 - NOVAS TECNOLOGIAS NOS ESTUDOS DO PATRIMÔNIO CULTURAL
GT 3.1 - Tecnologias Convergentes e Diálogos Interdisciplinares na Gestão do Patrimônio Cultural
Coordenadora principal: Diana Francisca Adamatti (FURG)
Email: gt3.2.ivsempias@gmail.com
Coordenadora principal: Cátia M. dos Santos Machado (FURG)
Email: gt3.1.ivsempias@gmail.com
Este Grupo Temático propõe um debate transversal sobre como as novas tecnologias reconfiguram as práticas de preservação, documentação e difusão do patrimônio histórico. Partindo de um diálogo interdisciplinar entre Arqueologia, Museologia, Geografia, Planejamento Urbano e Ciência da Informação, busca-se analisar abordagens que promovam uma gestão patrimonial mais integrada e inovadora. Serão privilegiados trabalhos que utilizem ferramentas como o Geoprocessamento (SIG) no planejamento urbano, a digitalização 3D para salvaguarda arqueológica e museológica, e a Ciência da Dados para a transparência e interoperabilidade de acervos. O objetivo é discutir como a inovação tecnológica pode fortalecer a memória social, permitindo que a gestão do patrimônio responda aos desafios contemporâneos de acessibilidade e sustentabilidade das paisagens históricas de produção. Interessam muito trabalhos que exemplifiquem o uso do SIG e sensoriamento remoto para o mapeamento e planejamento urbano de áreas de interesse patrimonial, o uso de técnicas de fotogrametria e escaneamento na preservação de remanescentes industriais e sítios arqueológicos bem como a curadoria de dados para a gestão transparente de acervos culturais , além de outros.
Coordenadores Convidados:
GT3.3: Tecnologias Digitais, Memória e Patrimônio: desafios e potencialidades
Coordenadores: Prof. Dr. Moisés Waismann
Este Grupo de Trabalho propõe reunir pesquisas que explorem as relações entre tecnologias digitais, memória social e patrimônio cultural, considerando tanto suas potencialidades quanto os desafios envolvidos na produção, preservação e difusão de acervos e narrativas. Parte-se do entendimento de que as tecnologias digitais têm ampliado significativamente as formas de registro, documentação e interpretação do patrimônio, tensionando práticas tradicionais e abrindo novas possibilidades de acesso, participação e construção de conhecimento. O GT acolhe trabalhos relacionados ao uso de documentos e bancos de dados digitais, ferramentas e ambientes virtuais aplicados em pesquisas e práticas pedagógicas sobre memória social, bens culturais, preservação e comunicação do patrimônio, material e imaterial, incluindo abordagens que explorem o uso da inteligência artificial no registro, organização, análise e difusão de acervos, bem como suas implicações éticas e epistemológicas. Serão bem-vindas contribuições interdisciplinares que articulem teoria e prática, incluindo estudos de caso, experiências aplicadas e projetos em desenvolvimento, contribuindo para o uso crítico e criativo das tecnologias digitais na valorização do patrimônio e da memória.
EIXO 4 - PATRIMÔNIO CULTURAL NAS DINÂMICAS DO TURISMO SUSTENTÁVEL
GT 4.1: Turismo e a Sustentabilidade das Paisagens Produtivas
Coordenadora principal: Caterine Henriques Mendes (UFPEL)
Email: gt4.1.ivsempias@gmail.com
O principal interesse deste GT é discutir o potencial turístico de antigos centros de produção e infraestruturas tecnológicas históricas, explorando a transição de espaços fabris e artesanais em destinos de experiência cultural. A discussão abrange a identificação de remanescentes industriais e protoindustriais, como moinhos e unidades produtivas de alimentos, antigas oficinas e fábricas de alta produção e sua integração em rotas turísticas que enfatizam o vínculo entre técnica, território e tradição. Analisa-se como a prospecção de dados históricos e o levantamento de acervos podem fundamentar projetos de interpretação patrimonial que garantam a sustentabilidade das paisagens culturais. Busca-se discutir o turismo cultural como modo de incentivo ou de conhecimento dos patrimônios técnicos e possibilidade da geração de produtos turísticos qualificados e autênticos.
GT 4.2 - Memória Social e Itinerários turísticos transfronteiriços
Coordenador principal: Alan Dutra de Melo (UNIPAMPA)
Email: gt4.2.ivsempias@gmail.com
O tema aborda a criação de itinerários e fluxos turísticos em regiões de fronteira, onde a memória social partilhada fundamenta o patrimônio cultural comum. Investiga-se como as políticas de memória e os arquivos das instituições podem ser utilizados para estruturar caminhos turísticos que narram a circulação de saberes e tecnologias entre Brasil, Uruguai e Argentina. A ementa propõe o estudo das representações sociais e das identidades tradicionais como elementos de atratividade turística, discutindo os desafios de equilibrar a preservação da memória local com a demanda do turismo internacional. Busca-se, por meio de visitas técnicas e intercâmbios, desenvolver estruturas de adequação metodológica que promovam o fortalecimento de redes de turismo cultural pautadas pela diversidade e pelo respeito às matrizes tecnológicas ibero-americanas.
Coordenadores Convidados:
GRUPOS TEMÁTICOS (GTs)
EIXO 1 - O PATRIMÔNIO PROTOINDUSTRIAL NOS MUSEUS
GT 1.1: Museus, Memória e Identidades Transfronteiriças
Este tema propõe uma análise crítica sobre o papel dos museus na construção das narrativas de identidade em regiões de fronteira, sejam elas físicas ou simbólicas, presentes ou passadas. A investigação central reside em como as instituições museais operam a guarda de acervos que testemunham o hibridismo cultural e as trocas simbólicas que se deram ao longo do tempo. Serão debatidas as metodologias de documentação e exposição que permitem converter objetos hodiernos, prosaicos e que se inscreviam como parte de cotidianos já superados (ou não) em documentos de memória de grupos e tempos. O foco estende-se às coleções que representam intenções ou valores de modos de vida e que existem, elas próprias por intenções e valores estéticos ou subjacentes a modos de ver o mundo. O objetivo é compreender as possibilidades e potencialidades do museu como um espaço capaz de articular as memórias locais com processos globais, e que tem a capacidade (por vezes consciente) de espelhar as dissonâncias da memória e evidenciar a diversidade e a complexidade das culturas transfronteiriças.
GT 1.2: Salvaguarda das Tecnologias Históricas
O tema aborda a musealização dos remanescentes da produção, considerando as tecnologias industriais e protoindustriais que se expressam nos acervos de museus ou presentes nas comunidades. Contempla-se a transição técnica de saberes produtivos — dos primórdios a tempos mais recentes ou atuais — e os desafios específicos para relacionar os objetos, às vezes dentro de um mesmo museu. Discute-se o conceito de patrimônio industrial não apenas como maquinário, mas como um testemunho da cultura do trabalho e da sustentabilidade das paisagens históricas de produção. A abordagem inclui o estudo comparativo entre as técnicas carreadas por diferentes grupos e as adaptações locais, utilizando os acervos como fontes para a história do know-how da produção artesanal, manufatureira e industrial. O tema busca discutir a gestão conceitual e curatorial da memória do saber-fazer, essencial para a salvaguarda de infraestruturas que conectam a herança tecnológica exógenas às realidades autóctones.
Coordenadores Convidados:
GT 1.3: Museus além das paredes: território, cultura e protagonismo comunitário
Os museus comunitários e de território são iniciativas culturais voltadas à preservação e valorização de memórias, identidades e patrimônios locais. Diferentemente dos museus tradicionais, não se restringem a um edifício, mas abrangem o território em seus aspectos culturais, sociais e ambientais. No campo da Museologia Social, incentivam a participação da comunidade, fortalecendo o protagonismo local, o sentimento de pertencimento e a valorização de histórias muitas vezes invisibilizadas, tornando-se espaços de resistência cultural, educação patrimonial e construção de identidades.
O tema propõe refletir sobre o papel dos museus na sociedade e sobre como ações e ferramentas educacionais podem ampliar a participação comunitária e a valorização da diversidade cultural. Podem se inscrever profissionais de museus e pesquisadores, por meio de envio de resumo da temática, abrindo também a possibilidade de participação tanto de acadêmicos quanto de não acadêmicos .
EIXO 3 - NOVAS TECNOLOGIAS NOS ESTUDOS DO PATRIMÔNIO CULTURAL
GT 3.1 - Tecnologias Convergentes e Diálogos Interdisciplinares na Gestão do Patrimônio Cultural
Este Grupo Temático propõe um debate transversal sobre como as novas tecnologias reconfiguram as práticas de preservação, documentação e difusão do patrimônio histórico. Partindo de um diálogo interdisciplinar entre Arqueologia, Museologia, Geografia, Planejamento Urbano e Ciência da Informação, busca-se analisar abordagens que promovam uma gestão patrimonial mais integrada e inovadora. Serão privilegiados trabalhos que utilizem ferramentas como o Geoprocessamento (SIG) no planejamento urbano, a digitalização 3D para salvaguarda arqueológica e museológica, e a Ciência da Dados para a transparência e interoperabilidade de acervos. O objetivo é discutir como a inovação tecnológica pode fortalecer a memória social, permitindo que a gestão do patrimônio responda aos desafios contemporâneos de acessibilidade e sustentabilidade das paisagens históricas de produção. Interessam muito trabalhos que exemplifiquem o uso do SIG e sensoriamento remoto para o mapeamento e planejamento urbano de áreas de interesse patrimonial, o uso de técnicas de fotogrametria e escaneamento na preservação de remanescentes industriais e sítios arqueológicos bem como a curadoria de dados para a gestão transparente de acervos culturais , além de outros.
Coordenadores Convidados:
GT3.3: Tecnologias Digitais, Memória e Patrimônio: desafios e potencialidades
Este Grupo de Trabalho propõe reunir pesquisas que explorem as relações entre tecnologias digitais, memória social e patrimônio cultural, considerando tanto suas potencialidades quanto os desafios envolvidos na produção, preservação e difusão de acervos e narrativas. Parte-se do entendimento de que as tecnologias digitais têm ampliado significativamente as formas de registro, documentação e interpretação do patrimônio, tensionando práticas tradicionais e abrindo novas possibilidades de acesso, participação e construção de conhecimento. O GT acolhe trabalhos relacionados ao uso de documentos e bancos de dados digitais, ferramentas e ambientes virtuais aplicados em pesquisas e práticas pedagógicas sobre memória social, bens culturais, preservação e comunicação do patrimônio, material e imaterial, incluindo abordagens que explorem o uso da inteligência artificial no registro, organização, análise e difusão de acervos, bem como suas implicações éticas e epistemológicas. Serão bem-vindas contribuições interdisciplinares que articulem teoria e prática, incluindo estudos de caso, experiências aplicadas e projetos em desenvolvimento, contribuindo para o uso crítico e criativo das tecnologias digitais na valorização do patrimônio e da memória.
EIXO 4 - PATRIMÔNIO CULTURAL NAS DINÂMICAS DO TURISMO SUSTENTÁVEL
GT 4.1: Turismo e a Sustentabilidade das Paisagens Produtivas
O principal interesse deste GT é discutir o potencial turístico de antigos centros de produção e infraestruturas tecnológicas históricas, explorando a transição de espaços fabris e artesanais em destinos de experiência cultural. A discussão abrange a identificação de remanescentes industriais e protoindustriais, como moinhos e unidades produtivas de alimentos, antigas oficinas e fábricas de alta produção e sua integração em rotas turísticas que enfatizam o vínculo entre técnica, território e tradição. Analisa-se como a prospecção de dados históricos e o levantamento de acervos podem fundamentar projetos de interpretação patrimonial que garantam a sustentabilidade das paisagens culturais. Busca-se discutir o turismo cultural como modo de incentivo ou de conhecimento dos patrimônios técnicos e possibilidade da geração de produtos turísticos qualificados e autênticos.
GT 4.2 - Memória Social e Itinerários turísticos transfronteiriços
O tema aborda a criação de itinerários e fluxos turísticos em regiões de fronteira, onde a memória social partilhada fundamenta o patrimônio cultural comum. Investiga-se como as políticas de memória e os arquivos das instituições podem ser utilizados para estruturar caminhos turísticos que narram a circulação de saberes e tecnologias entre Brasil, Uruguai e Argentina. A ementa propõe o estudo das representações sociais e das identidades tradicionais como elementos de atratividade turística, discutindo os desafios de equilibrar a preservação da memória local com a demanda do turismo internacional. Busca-se, por meio de visitas técnicas e intercâmbios, desenvolver estruturas de adequação metodológica que promovam o fortalecimento de redes de turismo cultural pautadas pela diversidade e pelo respeito às matrizes tecnológicas ibero-americanas.
Coordenadores Convidados:
SUBMISSÕES
SUBMISSÕES
INSCRIÇÃO DE OUVINTE
PAGAMENTO DAS INSCRIÇÕES DE TRABALHO
Taxa de inscrição:
1) Professores, pesquisadores e profissionais R$ 100,00;
2) Mestrandos e doutorandos – R$ 70,00;
3) Graduandos – R$ 50,00
4) Ouvintes – não pagam taxa
Transferência (enviar comprovante para o email do evento)
Nome: Claudia Nogueira Fonseca
Banco: Mercado Pago
Agência: 0001
Conta: 29607966218
CPF: 01878210033
Pix : 53984021255
SOBRE AS ATIVIDADES
O QUE SÃO OS GTs?
Sessões de comunicações que desenvolvem uma das propostas dos eixos (que podem ter outro título). Coordenadas por um convidado e um membro da equipe da Comissão de Organização. Abrirá um edital para submissão de resumos. Os coordenadores selecionam até 10 resumos.
QUANDO E ONDE OCORRERÃO OS GTS?
Online. Será informado o link de cada sala a partir do dia 22 de maio.
O QUE SÃO AS MESAS TEMÁTICAS?
São as quarto mesas redondas presenciais do evento. São coordenadas por alguém do Comitê Científico, que também pode ser palestrante e mais 3 ou 4 convidados. Deve contemplar um ou mais eixos temáticos (integralmente ou parcialmente).
QUANDO E ONDE ACONTECERÃO?
Presencial, no dia 28 de maio, em um horário da manhã e da tarde. No Auditório da Câmara Municipal de Gramado
VISITAS TÉCNICAS
O QUE SÃO AS VISITAS TÉCNICAS?
Constituem a parte prática do SEMPIAS e oferecem aos participantes a oportunidade de ver exemplificado conteúdos da proposta temática: a presença e o significados dos objetos nos museus, o uso da arquitetura histórica como acervo exemplar de tecnologias antigas e a memória do trabalho em antigas complexos fabris, que remontam ao period de constituição das cidades.
ONDE OCORRERÃO?
Em quatro lugares diferentes: em dois museus de Gramado e em Caxias do Sul.
MUSEU HISTÓRICO MAJOR JOSÉ NICOLETTI FILHO
Situado na antiga residência do primeiro administrador de Gramado, a visita técnica aqui foca na arquitetura de transição (madeira e alvenaria) e na gestão de museus-casa. O local é fundamental para entender a gênese urbana da cidade e a preservação do cotidiano das elites políticas do início do século XX.
MUSEU MUNICIPAL HUGO DAROS
Espaço que salvaguarda o acervo histórico da cidade, sendo essencial para pesquisadores que buscam compreender a evolução urbana e social da região
MUSEU DA ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DA VÁRZEA GRANDE
O museu ocupa a antiga estação que conectava a região por trilhos. A visita técnica explora o patrimônio ferroviário como vetor de desenvolvimento econômico. É um espaço privilegiado para discutir como o transporte moldou a ocupação do território e como a restauração de prédios públicos pode revitalizar comunidades locais.
TRILHA DO PATRIMÔNIO INDUSTRIAL
Diferente de um museu tradicional, a trilha em Caxias do Sul é um percurso de interpretação urbana. Ela conecta antigos complexos fabris e trata de apresentar exemplos da protoindústria e da industrialização consolidada, observando a tipologia arquitetônica das fábricas e a relação entre o espaço de trabalho e a moradia operária.
QUANDO OCORRERÃO?
Presencial, no dia 29 de maio, pela manhã e no dia 30 de maio, pela manhã.
A CARTA DE GRAMADO
O QUE É A CARTA DE GRAMADO?
A Carta de Gramado, a ser gestada no contexto do VI SEMPIAS (Seminário Internacional de Patrimônio Industrial, Alimento e Sustentabilidade), pretende ser um documento programático e político-acadêmico que servirá para formalizar as bases para uma cooperação científica internacional e interinstitucional no âmbito do Rio Grande do Sul. Buscará por meio da identificação de afinidades temáticas propor uma estrutura formal de colaboração entre programas de pós-graduação e pesquisadores independentes com o intuito de compartilhar metodologias, fontes documentais e projetos de cooperação, tendo como princípios comuns o fomento à produção de conhecimento sobre os patrimônios protoindustriais, industrias e a memória dos objetos e locais de trabalho.
QUANDO E ONDE ACONTECERÁ?
Presencial, no dia 29 de maio, após o Workshop. No Auditório Gramado
SOBRE AS ATIVIDADES
O QUE SÃO OS GTs?
Sessões de comunicações que desenvolvem uma das propostas dos eixos (que podem ter outro título). Coordenadas por um convidado e um membro da equipe da Comissão de Organização. Abrirá um edital para submissão de resumos. Os coordenadores selecionam até 10 resumos.
QUANDO E ONDE OCORRERÃO OS GTS?
Online. Será informado o link de cada sala a partir do dia 22 de maio.
O QUE SÃO AS MESAS TEMÁTICAS?
São as quarto mesas redondas presenciais do evento. São coordenadas por alguém do Comitê Científico, que também pode ser palestrante e mais 3 ou 4 convidados. Deve contemplar um ou mais eixos temáticos (integralmente ou parcialmente).
QUANDO E ONDE ACONTECERÃO?
Presencial, no dia 28 de maio, em um horário da manhã e da tarde. No Auditório da Câmara Municipal de Gramado
VISITAS TÉCNICAS
O QUE SÃO AS VISITAS TÉCNICAS?
Constituem a parte prática do SEMPIAS e oferecem aos participantes a oportunidade de ver exemplificado conteúdos da proposta temática: a presença e o significados dos objetos nos museus, o uso da arquitetura histórica como acervo exemplar de tecnologias antigas e a memória do trabalho em antigas complexos fabris, que remontam ao period de constituição das cidades.
ONDE OCORRERÃO?
Em quatro lugares diferentes: em três museus de Gramado e em Caxias do sul.
MUSEU HISTÓRICO MAJOR JOSÉ NICOLETTI FILHO
Situado na antiga residência do primeiro administrador de Gramado, a visita técnica aqui foca na arquitetura de transição (madeira e alvenaria) e na gestão de museus-casa. O local é fundamental para entender a gênese urbana da cidade e a preservação do cotidiano das elites políticas do início do século XX.
MUSEU MUNICIPAL HUGO DAROS
Espaço que salvaguarda o acervo histórico da cidade, sendo essencial para pesquisadores que buscam compreender a evolução urbana e social da região
MUSEU DA ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DA VÁRZEA GRANDE
O museu ocupa a antiga estação que conectava a região por trilhos. A visita técnica explora o patrimônio ferroviário como vetor de desenvolvimento econômico. É um espaço privilegiado para discutir como o transporte moldou a ocupação do território e como a restauração de prédios públicos pode revitalizar comunidades locais.
TRILHA DO PATRIMÔNIO INDUSTRIAL
Diferente de um museu tradicional, a trilha em Caxias do Sul é um percurso de interpretação urbana. Ela conecta antigos complexos fabris e trata de apresentar exemplos da protoindústria e da industrialização consolidada, observando a tipologia arquitetônica das fábricas e a relação entre o espaço de trabalho e a moradia operária.
QUANDO OCORRERÃO?
Presencial, no dia 29 de maio, pela manhã e no dia 30 de maio, pela manhã.
A CARTA DE GRAMADO
O QUE É A CARTA DE GRAMADO?
A Carta de Gramado, a ser gestada no contexto do VI SEMPIAS (Seminário Internacional de Patrimônio Industrial, Alimento e Sustentabilidade), pretende ser um documento programático e político-acadêmico que servirá para formalizar as bases para uma cooperação científica internacional e interinstitucional no âmbito do Rio Grande do Sul. Buscará por meio da identificação de afinidades temáticas propor uma estrutura formal de colaboração entre programas de pós-graduação e pesquisadores independentes com o intuito de compartilhar metodologias, fontes documentais e projetos de cooperação, tendo como princípios comuns o fomento à produção de conhecimento sobre os patrimônios protoindustriais, industrias e a memória dos objetos e locais de trabalho.
QUANDO E ONDE ACONTECERÁ?
Presencial, no dia 29 de maio, após o Workshop. No Auditório Gramado
PRÉ – EVENTOS
São atividades gratuitas que antecedem o evento, virtuais e presenciais e nas cidades das instituições.
Ainda não temos agenda!!!
COMITÊ CIENTÍFICO
COMITÊ CIENTÍFICO
COMISSÃO ORGANIZADORA
Claudia da Silva Nogueira
Alex Juarez Muller
Aline Manuela Klein de Almeida
Caterine Henriques Mendes
Cinara Isolde Koch Lewinski
Catia Maria dos Santos Machado
Fábio Chang de Almeida
Lucas Anderson de Carvalho
Laiana Pereira da Silveira
Lilia Waltzer Rodrigues
Lucas Zuchoski Ceglinski
Nathália da Silva Benito – colaboradora
Tatiana Ferreira da Silva
COMISSÃO ORGANIZADORA
Claudia da Silva Nogueira
Alex Juarez Muller
Aline Manuela Klein de Almeida
Caterine Henriques Mendes
Cinara Isolde Koch Lewinski
Catia Maria dos Santos Machado
Fábio Chang de Almeida
Lucas Anderson de Carvalho
Laiana Pereira da Silveira
Lilia Waltzer Rodrigues
Lucas Zuchoski Ceglinski
Nathália da Silva Benito – colaboradora
Tatiana Ferreira da Silva
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